Em 2012, eu fundei a AgLamparina, essa empresa, minha empresa.
O nome fantasia era outro, mas a essência já era a mesma. Na prática, foi menos um plano estruturado e mais uma forma de continuar exercendo a profissão que eu escolhi – a comunicação. O mercado formal em jornalismo já era difícil naquela época, com CLT sendo cada vez mais raros. Hoje, é ainda mais restrito.
Então, empreender, naquele momento, foi uma decisão entre parar ou encontrar um caminho possível. Eu escolhi construir.
Havia idealismo, sim. Mas também havia necessidade. Uma vontade real de fazer o trabalho do jeito que eu acreditava e de abrir espaço para pessoas talentosas que não tinham oportunidade.
Era uma aposta na minha experiência, na minha capacidade e no longo prazo.
Empreender não é uma linha reta
Quase 15 anos depois, uma coisa ficou clara para mim e para os colaboradores que passaram e ainda fazer parte dessa história: empreender não é linear.
Ao longo dessa trajetória, minha atuação nem sempre esteve concentrada exclusivamente na empresa. Em diferentes momentos, me envolvi em outros projetos, trabalhei em outras estruturas e assumi novos desafios profissionais.
Esse é um ponto que pouca gente fala com honestidade. Isso não é abandono. É estratégia para sobrevivência.
O mito da dedicação total
Em 2020, tive a oportunidade de fazer um curso que mudou minha vida, o Empretec, do Sebrae. E lá. ouvi uma frase que ficou comigo e vira e mexe martela na minha mente: não se apaixone pela sua ideia.
Naquele momento, eu estava completamente mergulhada na empresa. Cheia de planos, energia e uma convicção forte de que bastava dedicação para fazer tudo dar certo. Tranquei a faculdade de direito, porque não fazia mais sentido cursar essa segunda graduação, eu já tinha uma profissão.
Só que a realidade não negocia com expectativa. E, logo em março, pandemia, lockdown e um choque direto com essa ideia de que estar 100% focada no negócio seria suficiente para garantir que a empresa iria sobreviver. Mas projetos pararam, decisões precisaram ser revistas e, mais do que isso, ficou claro que insistir pelo apego poderia custar caro.
Ali eu entendi, na prática, o que aquela frase queria dizer: Empreender não é sobre insistir cegamente. É sobre saber a hora de ajustar, recuar ou mudar a rota. A dedicação sem estratégia vira desgaste. E o apego sem resultado vira prejuízo.
Ter clareza para cortar caminhos, rever decisões e redirecionar não é falta de foco. É maturidade de negócio.
E isso exige uma coisa que pouca gente fala: distanciamento emocional.
Sustentar também é empreender
Empreender no Brasil exige adaptação constante. Exige leitura de cenário e flexibilidade. Por isso, mesmo nos períodos em que minha atuação principal estava em outros projetos, a minha empresa nunca deixou de existir.
Às vezes com menos visibilidade e volume. Mas sempre ativa. Sempre sendo pensada, estruturada e amadurecida nos bastidores.
Por isso, agora não é começar do zero. Para quem chega agora, pode parecer um recomeço. E, de certa forma, é. Um novo site, uma identidade visual atualizada, uma organização mais clara do portfólio e uma presença mais direta nas redes sociais.
Mas isso não é começar do zero. É dar forma a uma construção de quase 15 anos, somada a mais de 20 anos de experiência em comunicação.
Nova fase, com mais clareza
Meu nome é Carol Capuano, e essa nova fase reflete exatamente o que eu venho consolidando ao longo da minha trajetória. Hoje, meu trabalho está focado em ajudar empresas e marcas a se posicionarem com estratégia e consistência.
Atuo com consultoria empresarial, de comunicação, relações públicas e assessoria de imprensa, produção de sites e desenvolvimento de conteúdo para redes sociais, além de todos os serviços que possam aparecer para fazer a comunicação dar certo.
Tudo isso parte da mesma base: entender o negócio, estruturar a mensagem e construir reputação no longo prazo.
Se você já cruzou comigo em algum momento dessa trajetória, provavelmente já viu partes dessa construção acontecendo. Se está chegando agora, esse é um bom ponto de entrada.
O site está novo. A comunicação está mais clara. E o trabalho continua evoluindo. Te convido a conhecer essa nova fase. Porque, no fim, não se trata de recomeçar. Se trata de continuar, com mais clareza, mais repertório e menos ilusão.